Mestre da fotografia documental, o fotógrafo gaúcho Luiz Abreu apresentou na Edição 2008 do FestFotoPoA seu trabalho Banda Oriental, que mostra a decadência social e cultural do pampa uruguaio. Banda Oriental ganhou o Prêmio de Fotografia da Casa de Cultura Mario Quintana em 2004.
Hola amigos,
Primeiro, devo dizer que gostei muito das imagens do colega Abreu, ele tém um ponto de vista que partilho em certo grau.
Segundo, é importante lembrar que a visao do fotógrafo (de qualquer pessoa) está inevitavelmente determinada pela sua conceiçao do mundo, a sua cultura e demais, nao preciso citar Edgar Morin, todo mundo sabe disso.
Em consequencia, a visao da Banda Oriental desde o ponto de vista do Abreu é isso, a visao dele. Isso é muito bom é faz a diferencia, mas nao é a realidade (qué é a realidade, qué é o real?)
Por isso dizer que a série “mostra a decadência social e cultural do pampa uruguaio.” nao somente é um exagero, é um absurdo. Nao pode haver decadencia aonde nunca houve desenvolvimento. Desde que eu me lembro -tenho 61 anos- o interior do Uruguai permanece mais ou menos igual, a falta de desenvolvimento em muitas áreas depende fundamentalmente do tipo de exploraçao dos recursos -extensiva- ou seja, o campo uruguaio sempre esteve e continua despovoado. Nas últimas décadas o éxodo pra os centros urbanos aumentou, ou seja que a despeito da melhor situaçao geral do agro, cada vez voce vé menos gente habitando o interior.
Também seria absurdo comparar o desenvolvimento de um pais orientado a criar gado quase exclusivamente, com o Rio Grande, por exemplo, sao economías diferentes. Seria como comparar o tamanho de uma favela numa cidadezinha uruguaia com uma favela em Sao Paulo ou no Rio e falar do “desastre socio-económico” brasileiro.
Como fotógrafo documentalista, apreendi que a gente nao fotografa a realidade, mas uma certa realidade.
Queria partilhar com voces esses comentarios. Desculpem pelo meu portugues incorreto e sem tildes, graças em parte ao meu teclado.
Um grande abraço para voces e outro para o Luiz,
Panta Astiazarán
Olá Panta
Obrigado pela participação. Mas embora saiba que o impacto daquele ambiente desolado foi o que atraiu o Abreu para esse trabalho, para que a justiça seja feita, a expressão da “decadência social e cultural”, que está no blog é de minha autoria e não do Luiz Abreu.
Um abraço forte e mais uma vez obrigado pela participação e pelo comentário.
Carlos Carvalho
Caro Claudio,
Dá para ver que voce conhece profundamente a realidade uruguaia…enfim. Me faz lembrar a versao local, que tem os mesmos preconceitos, ou parecidos, mas em senso oposto, a respeito de outros paises, incluido o Brasil.
Mas como dizemos por acá “Lo que Juan dice de Pedro, dice más de Juan, que de Pedro”.
E também é verdade que muitos uruguaios vivem no passado, mas principalmente com referencia ao futebol, o que nao é muito reconfortante na realidade.
Abraço,
Panta
Carlos,
Imaginei que seria uma simples expressao de entusiasmo. E verdade que o campo uruguaio parece bastante desolado, mais do que nada, nao está povoado. Fazendas de 3 ou 4.000 heitáreas estao cuidadas por duas ou tres pessoas. O Uruguai tém uma populaçao de menos de 3.500.000 habitantes, metade dos quais estao na capital, e o resto, quase todos nas cidades do interior, isso foi sempre mais ou menos assim. Isso pode parecer chocante a habitantes de países muito mais povoados e sem dúvida oferece material criativo para o talento de fotógrafos como o Luiz.
Somente queria fazer um certo esclarecimento ao respeito.
Abraço.
Hola amigos,
Primeiro, devo dizer que gostei muito das imagens do colega Abreu, ele tém um ponto de vista que partilho em certo grau.
Segundo, é importante lembrar que a visao do fotógrafo (de qualquer pessoa) está inevitavelmente determinada pela sua conceiçao do mundo, a sua cultura e demais, nao preciso citar Edgar Morin, todo mundo sabe disso.
Em consequencia, a visao da Banda Oriental desde o ponto de vista do Abreu é isso, a visao dele. Isso é muito bom é faz a diferencia, mas nao é a realidade (qué é a realidade, qué é o real?)
Por isso dizer que a série “mostra a decadência social e cultural do pampa uruguaio.” nao somente é um exagero, é um absurdo. Nao pode haver decadencia aonde nunca houve desenvolvimento. Desde que eu me lembro -tenho 61 anos- o interior do Uruguai permanece mais ou menos igual, a falta de desenvolvimento em muitas áreas depende fundamentalmente do tipo de exploraçao dos recursos -extensiva- ou seja, o campo uruguaio sempre esteve e continua despovoado. Nas últimas décadas o éxodo pra os centros urbanos aumentou, ou seja que a despeito da melhor situaçao geral do agro, cada vez voce vé menos gente habitando o interior.
Também seria absurdo comparar o desenvolvimento de um pais orientado a criar gado quase exclusivamente, com o Rio Grande, por exemplo, sao economías diferentes. Seria como comparar o tamanho de uma favela numa cidadezinha uruguaia com uma favela em Sao Paulo ou no Rio e falar do “desastre socio-económico” brasileiro.
Como fotógrafo documentalista, apreendi que a gente nao fotografa a realidade, mas uma certa realidade.
Queria partilhar com voces esses comentarios. Desculpem pelo meu portugues incorreto e sem tildes, graças em parte ao meu teclado.
Um grande abraço para voces e outro para o Luiz,
Panta Astiazarán
Olá Panta
Obrigado pela participação. Mas embora saiba que o impacto daquele ambiente desolado foi o que atraiu o Abreu para esse trabalho, para que a justiça seja feita, a expressão da “decadência social e cultural”, que está no blog é de minha autoria e não do Luiz Abreu.
Um abraço forte e mais uma vez obrigado pela participação e pelo comentário.
Carlos Carvalho
Esse é o Cara… e esta foto é a síntese que reflete com precisão a situação do universo uruguaio, com seu passado glorioso e a atualidade decadente.
Caro Claudio,
Dá para ver que voce conhece profundamente a realidade uruguaia…enfim. Me faz lembrar a versao local, que tem os mesmos preconceitos, ou parecidos, mas em senso oposto, a respeito de outros paises, incluido o Brasil.
Mas como dizemos por acá “Lo que Juan dice de Pedro, dice más de Juan, que de Pedro”.
E também é verdade que muitos uruguaios vivem no passado, mas principalmente com referencia ao futebol, o que nao é muito reconfortante na realidade.
Abraço,
Panta
Carlos,
Imaginei que seria uma simples expressao de entusiasmo. E verdade que o campo uruguaio parece bastante desolado, mais do que nada, nao está povoado. Fazendas de 3 ou 4.000 heitáreas estao cuidadas por duas ou tres pessoas. O Uruguai tém uma populaçao de menos de 3.500.000 habitantes, metade dos quais estao na capital, e o resto, quase todos nas cidades do interior, isso foi sempre mais ou menos assim. Isso pode parecer chocante a habitantes de países muito mais povoados e sem dúvida oferece material criativo para o talento de fotógrafos como o Luiz.
Somente queria fazer um certo esclarecimento ao respeito.
Abraço.
Panta Astiazarán
http://www.pantafotos.com